Tudo que você quer saber sobre Criptomoedas

Escrito por João Lacerda

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Será que as Criptomoedas vão dominar o mundo? Penso que já deve ter ouvido falar em Criptomoedas. Saiba aqui mais sobre elas.

Aqui vai ter acesso a tudo que você quer saber sobre Criptomoedas. Será que as criptomoedas vão dominar o mundo?

Essa é a pergunta de um milhão de Bitcoins que não quer calar.

Se você está se perguntando isso, provavelmente você já foi exposto a essas palavras: Bitcoins, altcoins, criptomoedas, moedas digitais.

E o que isso significa de verdade?

Bom, eu pretendo atraves deste artigo lhe dar uma explicação sobre esse mercado e mostrar que ele, sim, tem muito potencial para os próximos anos.

Nós visualizamos um futuro brilhante para as criptomoedas. Toda essa história começou lá em 2008, 2009, com a criação do Bitcoin, uma moeda que não existe de forma física. Não existe cédulas de Bitcoin, moedinhas
de Bitcoin, existe só de forma digital. Você transaciona usando computador, usando seu telemóvel e era uma solução proposta por um cara chamado Satoshi Nakamoto para facilitar com que as pessoas mandem dinheiro e valores de umas para as outras.

Com isso se criou uma moeda que não depende de governos e também que não existem barreiras. Eu posso transacionar Bitcoins daqui de Portugal
para qualquer outro lugar do mundo em questão de horas ou minutos, até. A partir desse momento, começaram a surgir várias outras criptomoedas.

O que em 2009 era só uma com Bitcoin, hoje já são mais de mil no mercado.

E aí fica aquela dúvida, né: será que todas valem a pena?

O que realmente significa existirem tantas moedas assim?

Será que esse mercado vai para frente ou é uma grande bolha? Vamos parar um pouco e analisar.

O Bitcoin surgiu com uma proposta de resolver um problema muito grave dentro do nosso sistema financeiro.

Hoje, a gente usa moedas de papel como real, dólar, euro e por aí fora. Estas moedas são chamados como a gente diz de moedas fiduciárias.

Palavra esquisita, mas fiduciária vem de fé.

Na verdade, é uma fé que você tem no governo, no Banco Central, aquele cara, aquela entidade que imprime a moeda para você.

Isso quer dizer que você, cidadão, essa… você tá vivendo em uma sociedade, você tem tua notinha pra trocar e de onde que vem esse dinheiro? Esse dinheiro é impresso, na Casa da Moeda aqui em Portugal, e você tem uma fé de que o governo, ele sabe tomar as melhores decisões, ele sabe controlar a política monetária, ele sabe dizer basicamente para onde vai tudo isso e como que eu devo imprimir suas moedas.

Mas isso é uma coisa que muitas pessoas não se lembram, que há algumas décadas atrás, as moedas fiduciárias, elas eram lastreadas em ouro.

Então você imprimia, você criava uma quantidade de dinheiro baseado em quanto você tinha de ouro disponível na reserva daquele país.

Então, no ano de 1944, alguns delegados de diversas nações do mundo se reuniram em Mount Washington Hotel, em Bretton Woods para decidir que as moedas nacionais, elas seriam emitidas com base num lastro em ouro, naquelas reservas de ouro que aquele país tinha.

Esse acordo durou por 27 anos, até que em 1971, o acordo foi quebrado pelos Estados Unidos e eles passaram a emitir dólares sem lastro em ouro.

Então basicamente você não tinha um ativo físico garantindo a emissão no ativo de papel, que era o dinheiro que a gente usava. Com isso, a gente começou a ter de fato então, essas moedas fiduciárias, a gente tinha que ter fé, tinha que ter uma crença no governo de que o Banco Central, basicamente ele ia criar dinheiro da forma que fosse o mais adequado
para a nação.

Só que a gente começou a gerar alguns problemas, isso a gente vê ao longo dos últimos anos, claramente com as crises, enfim, com tudo que a gente tem de problemas no sistema financeiro de que isso gerou, na verdade, o movimento de outros países também adotando a mesma política, e a gente vê ao invés de uma criação de valor através da impressão de dinheiro, uma destruição.

A inflação está aí para provar isso.

E o sistema financeiro, como um todo, ele evoluiu para uma coisa um pouco caótica. E a gente tem as crises recentes para provarem que isso sai de controle em alguns momentos.

Bom, onde que eu quero chegar?

Quando se criou o Bitcoin, não sei se você já parou para pensar, que ele foi criado logo após a crise de 2008.

E realmente, a proposta de se criar uma moeda naquele formato digital veio tanto da parte de você melhorar como o dinheiro é transacionado, então quebrar barreiras, mas também evitar que os governos tivessem o controle sobre o dinheiro.

O Bitcoin, ele surgiu como moeda descentralizada, ela não tá na mão de uma instituição só. E com isso ela puxou todo esse mercado de criptomoedas que a gente vê por aí.

Então, isso significa que o Bitcoin, o Ethereum, o Litecoin, ou as outras moedas que existem, elas não existem aí só por causa de um Hype não é só porque as pessoas estão olhando e, nossa, é um oba-oba do dinheiro, eu vou ganhar com isso daqui.

Muita gente ainda está nesse estágio, mas se você for parar para pensar de verdade, se for parar para estudar e olhar como que essas moedas surgiram, você vai ver que existe um mundo muito mais vasto, né, de você realmente resolver problemas reais, do mundo real, com pessoas reais, apesar de tudo isso ser virtual.

Então, eu realmente acredito que passado esse momento que a gente tinha nos últimos anos, só o público mais técnico lidando com essas moedas, a gente tem um caminho muito grande para percorrer e tem entrada de dinheiro de vários lados.

Então voltando ao exemplo do Bitcoin…

Ele teve uma valorização incrivelmente expressiva ao longo dos últimos anos e as pessoas perguntam se isso pode continuar.

Isso pra mim é só pontinha do iceberg. As pessoas têm muito dinheiro, tem uma indústria trilionária de fundos, tem investidores institucionais entrando nesse mercado, nós podemos ter um volume de capital muito grande para entrar aí.

Quando que isso vai acontecer?

Bom, se eu pudesse prever o futuro, eu trabalharia junto com a Mãe Dináh, mas a gente consegue ver que existe muito potencial desse dinheiro começar a entrar.

Por quê? Qual que é o grande lance aqui?

Como eu disse, nos últimos anos, isso era simplesmente uma moeda da deep web, de coisas ilegais e que poucas pessoas e só os nerdões conheciam, e hoje a gente conseguiu limpar essa parte do hype, essa parte das especulações sobre aonde que isso é usado.

Nós temos, sim, bancos começando a olhar pra isso, nós temos instituições começando a olhar, e temos muito mais lojas e estabelecimentos começando a aceitar essas moedas.

E aí uma vez que o Bitcoin, ele entra para esse mercado, ele consegue puxar essa visibilidade do mercado, ele traz junto consigo também as outras criptomoedas.

Aqui você consegue ver mais ou menos quais são as cinco moedas de maior valor de mercado.

Hoje a gente está falando de um mercado de 250 bilhões de dólares, que há pouco tempo tinha menos do que 50 bilhões.

Isso há menos de um ano atrás. Nós vimos então uma enxurrada de dinheiro entrando, mas como eu disse, isso pra mim é só a pontinha do iceberg.

Se você comparar, por exemplo, o valor de mercado das criptomoedas com o valor de mercado das maiores empresas de tecnologia americanas,
você vai ver que isso é quase nada.

Se você somar as empresas FANG, né, Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google, você vai ver que esse é um mercado de vários e vários trilhões nas cinco maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Então, quando a gente começa a pensar, isso aqui é uma bolha, é um oba-oba?

Eu acho que é muito pouco dinheiro para se dizer que, nossa, isso, a gente vai criar um problema gigantesco na economia com isso. Eu acredito muito mais que isso é um processo de inovação, porque a gente está olhando para algo completamente disruptivo que vai trazer muitos benefícios para a economia global.

E aí a gente começa a enxergar uma necessidade dos países de ter uma moeda de fato, que não seja, ela não seja influenciada só por um agente, uma moeda que facilite as transações.

Hoje a gente paga taxas e mais taxas de transferência se quiser mandar dinheiro de Portugal para os Estados Unidos, por exemplo, e a hora que
eu olho para o mercado de criptomoedas, voilà… eu resolvo vários desses problemas.

Eu consigo transacionar dinheiro de uma forma muito simples, eu consigo garantir a segurança das transações, eu consigo evitar fraudes.

Apesar de alguns amigos aí do mercado, como o Jamie Dimon, da JP Morgan, dizer que isso é uma grande fraude. Bom, vamos lembrar que na crise de 2008, quando todo mundo estava quebrando, os banqueiros não reduziram os seus bônus, onde que está a grande fraude disso tudo?

A partir daí, então, eu vejo que para os próximos anos, a gente passou uma curva de aceitação dessas moedas no mercado e que a partir de agora, e com a entrada de elementos institucionais, como por exemplo a entrada
da ACME, a Bolsa de Valores de Chicago, criando futuro de Bitcoin, a gente tem uma pavimentação para criar um mercado mais regulado, um mercado mais estabelecido e também para resolver um dos grandes problemas que ainda existem nas criptomoedas que é a volatilidade.

A grande parte da insegurança que surge das pessoas em comprar Bitcoin, em comprar Ethereum, e comprar Litecoin é, porque esse dinheiro
varia demais.

E como que eu poderia usar isso como reserva de valor?

Realmente isso ainda é muito difícil. Mas a partir do momento que eu crie instrumentos no mercado financeiro para garantir que isso possa ser menos volátil, que isso possa ser um pouco mais controlado, é mais fácil usar isso como moeda de fato.

Então nós conseguimos verificar elementos que estão sendo trazidos pelo mercado “profissional”, vamos dizer assim, que podem dar uma chance
para as criptomoedas realmente dominarem o mundo.

Se isso vai ser aqui cinco, dez anos, se só a moeda digital vai ser usada, realmente não sei, mas que existe uma grande possibilidade, uma grande chance de isso ser algo extremamente relevante no mercado, isso sim é muito verdade.

Então não me surpreenderia se daqui cinco, dez anos, você tivesse com a sua carteira vazia de notas e usasse só seu telemóvel para pagar o pãozinho na padaria com Bitcoins.

😉

Não fique sem dizer nada sobre este assunto.

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Ao Nosso Sucesso,

João Lacerda

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